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BACALHAU na Time Out desta semana! 15/10/2013

"Apesar de ser a zona da cidade mais para inglês ver, quem ganha com a evolução para dar resposta ao aumento do turismo são os portuenses. A maior parte dos novos espaços tem preços acessíveis e puxa pelo orgulho nacional.
A Ribeira é a zona clichê do Porto, mas com a presença da cidade no mundo e o reconhecimento em vários guias internacionais, o turismo aumentou de uma forma abismal. A Ryanair contribuiu para isso, e com a perspectiva de novas rotas para o Aeroplano Sá Carneiro, é possível que os mais de dois milhões de passageiros que a companhia transporta anualmente passe para uma barreira perto dos quatro milhões. E se a zona já era um destino dos turistas, agora ainda é mais. O resultado? Mais espaços a abrirem, mais animação, mais movimento. E não são só os turistas gue ganham com isso.
O crescimento dos últimos anos vê-se em aberturas megalómanas como o Hard Club, com programação regular, uma cervejaria urbana com a mão do chef Luis Américo e uma esplanada com grande vista a partir de um dos edifícios mais emblemáticos do Porto. Viu-se também com a abertura do Pimms, da loja Hats & C.A.T.S de Paulo Lobo e a recuperação do antigo Commercial.
Este ano, a requalificação de Mouzinho da Silveira, transformou uma zona caótica em qualquer coisa bem mais organizada. Na Lada, no cimo do elevador, as horas desenvolvidas pela iniciativa da S.P.O.T. e do Manobras, funcionam a pleno vapor. Junto ao rui há novos wine bars, como o Wine Quay Bar, onde é fácil perder-se na variada carta de vinhos de pequenos produtores acompanhados com um pratinho (muito bem servido) de presunto de porco preto.
Para saber mais sobre vinhos, dê um salto à Associação de Viticultores e Engarrafadores de Vinhos do Porto e Douro. A AVEPOD conta com 51 associados, vende produtos regionais e promove o alojamento em enoturismo. Para os lados da ponte abriu a Casinha S. João (ver Comer & Beber), com pratos regionais a preços nada turísticos, e na Reboleira há uma tasca nova mas com modos antigos, a Gomos de Saudade, onde por 1€ se vendem rissóis de Tripas à moda do Porto.
O antigo Trinc'Arte dá agora lugar ao Porto Bagel Café, onde se pode degustar bagels recheados de queijo-creme, salmão ou mesmo hambúrger. No final do Muro dos Bacalhoeiros já o novo espaço Bacalhau, onde, apesar do nome, bacalhau frito com puré de tomate e frutos secos é o único prato de bacalhau da carta."


BACALHAU na Lifecooler 14/10/2013

"Numa rua estreita com vistas largas para o Douro, o Bacalhau Portuguese Wine & Food fica em plena Ribeira do Porto mas ainda é um segredo bem guardado, longe da confusão e dos clichés turísticos. Engana-se quem pensar que só tem pratos de bacalhau, porque não faltam outros petiscos bem portugueses e até uma loja de vinhos e artesanato. No pequeno Muro dos Bacalhoeiros cabe um rio e o país inteiro.
Para ver a Ribeira com olhos de ver não basta ir à Praça do Cubo, fotografar a ponte e olhar para as caves do outro lado do rio. É preciso correr ruas e ruelas, espreitar os becos e experimentar as últimas novidades. O Bacalhau preenche todos os requisitos: abriu há menos de cinco meses (julho de 2013) e fica ao fundo de uma das mais discretas e apertadas ruas do bairro, o Muro dos Bacalhoeiros.
Com uma morada destas a casa não podia ter outro nome mas logo à entrada se prova que há mais vida pala lá do fiel amigo. Escrita na fachada em duas placas de ardósia, a ementa do dia revela pratos para todos os gostos (do peixe à carne, passando pelos petiscos) que prometem dar a provar o melhor da gastronomia portuguesa.
Mas já lá iremos porque antes vamos marcar lugar numas das cinco (disputadas) mesas junto ao muro. E percebe-se porquê: afinal de contas, quem não há de querer um cenários daqueles, com o Douro ali ao lado e a serra do Pilar em pano de fundo?

Os restaurantes não se medem aos palmos.
No interior do Bacalhau as vistas não são as mesmas mas o rio ainda espreita e o ambiente torna-se mais intimista, sobretudo graças à pequena e acolhedora sala de refeições do piso térreo. Aqui, cinco ou seis mesas disputam o reduzido espaço com a garrafeira e a loja de artesanato por isso a decoração é composta pelos inúmeros produtos à venda, desde cerâmicas e compotas a mel e garrafas de vinho ou cerveja artesanal.
Se a maioria das mesas está separada por um pequeno corredor, há uma (à janela) literalmente cercada por artesanato que promete fazer as delícias dos turistas estrangeiros. Estes são ainda a maioria dos clientes, mas é tudo uma questão de tempo até os portugueses descobrirem que a casa não é só para inglês ver (e provar). Aqui serve-se autêntica gastronomia portuguesa.
Descendo uma escadaria curva  chegamos à cave, onde fica outra sala (com menos luz natural mas ideal para refeições de grupos) e a cozinha, coordenada por Guilherme Cunha, sob aconselhamento do chefe João Pupo Lameiras (Casa de Pasto da Palmeira) que criou os pratos e trabalha como consultor para o Bacalhau. Sem mais demoras vamos, então, coloca-los à prova.

Do Bacalhau, do Mar ou da Terra?
Mais do que uma inspiração, os produtos e pratos portugueses são o denominador comum de toda a ementa. A começar pelas entradas e petiscos, onde saltam à vista o queijinho de vaca gratinado com mel e pinhões e a bolinha de alheira com compota de pimento.
Já os pratos mais substanciais estão divididos em três áreas: Do Bacalhau, servido em forma de lombo confitado, em naco (fresco) ou em arroz de bochechas; Do Mar, caso da açorda de camarão ou do arroz malandro de polvo; e Da Terra, como as favinhas com chouriço e ovo, o arrozinho de tomate com peixinhos da horta ou a bochecha de porco ibérico com puré de batata-doce e chalotas assadas.
No final da refeição vale a pena guardar um cantinho do estômago para as sobremesas, onde saltam à vista a mousse de três chocolates ou os scones à portuguesa. E já agora também há de vir a calhar um cálice de Porto com vistas diretas para as caves de Gaia.

Um brinde ao Bacalhau.
Surpreendente (pela positiva) é o protagonismo oferecido aos vinhos, presentes numa equilibrada carta com quase 150 referências, todas elas nacionais. Destas, cerca de 40 podem ser servidas a copo, com preços que variam entre os 3€ do Mateus Rosé Original (sempre procurado pelos estrangeiros) aos 7,5€ do transmontado Quinta de Arcosso Reserva. Além disso, há ainda a possibilidade de comprar o vinho na loja (com apenas 13% de IVA) e pagar apenas a taxa de rolha, com o valor de 6€.
Sobretudo para quem opta pela primeira opção a conta não costuma exceder os 20€ (já com entrada, prato principal, sobremesa e vinho), o que não deixa de ser um bom preço tendo em conta a localização, a gastronomia e o conceito da casa. E se os restaurantes fossem classificados como o bacalhau (não pelo tamanho mas pela qualidade) este não seria corrente ou tão pouco crescido mas certamente graúdo ou especial."


BACALHAU na revista do Expresso 07/10/2013

"COMER O DOURO DO CIMO DO MURO
Engana-se quem aqui vem só atrás de deliciosos pratos do fiel amigo. Aberto de fresco, o restaurante Bacalhau — Portuguese Wine & Food foi batizado em tributo ao Muro dos Bacalhoeiros que hoje lhe dá guarida. Neste antigo armazém de bacalhau é ponto de honra só se servir petiscos portugueses, prática que se repete na loja interior de vinhos, azeites e mel. Para turistas, todos os produtos podem ser enviados ao destino ou a casa dos clientes locais. Na esplanada debruçada para o Douro, as vistas são o aperitivo perfeito aos jaquinzinhos picantes (€6), às línguas e bochechas de bacalhau confitadas ou à açorda de camarão. A cave de luz coada por um postigo é ideal para grupos."


BACALHAU na revista Tentações da Sábado desta semana 11/09/2013

"Se andássemos a percorrer a Europa de mochila às costas (como tantos turistas andam por estes dias pelo Porto) o mais certo é que, depois de um almoço com vista para o Douro, no novo Bacalhau Portuguese Wine & Food, cancelássemos o resto da viagem e escolhêssemos ficar aqui. O Bacalhau abriu ao fundo do Muro dos Bacalhoeiros (longe da confusão), na Ribeira do Porto, e é um restaurante-loja direccionado para os turistas (e não disfarça - afinal, chama-se Bacalhau). Das mesas em madeira aos individuais coloridos, até à lista de vinhos, potes de mel, queijos, garrafas de azeite, aos produtos de confecção dos pratinhos, tudo é português. Os pratinhos são para partilhar. Comece pelas bolas de alheira com compota e pimentos (€5) - gostamos do agridoce da mistura - e termine com uma açorda de camarão e coentros (€13). Já que estamos no Bacalhau (o nome deve-se apenas à localização, no Muro dos Bacalhoeiros) prove também o único prato de bacalhau da lista: bacalhau fresco frito com puré de tomate e frutos frescos (€8,50). Gostamos de tudo e há uma explicação: os pratos são assinados pelo chef da Casa de Pasto da Palmeira, José Lameiras. O vinho vai saber-lhe especialmente bem: aproveitando o facto de estarmos também numa loja, só vai pagar 13% de IVA (+ €6 de taxa de rolha)."